quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uma Carta ao Moço de Armadura

São 21:17 em Cuiabá-MT, do dia 27 de setembro de 2012.

Na mesa um vinho Santa Helena, só para lembrar o seu gosto antes de dormir.
Na cama, alguns livros desarrumados para estudar, afinal, acabou-se o que era doce.
O incenso faz cheirar o ambiente: cravo e canela.
E na minha cabeça, letras e letras de coisas não ditas.
Dizem que coisas não ditas podem engasgar, dar nó e sufocar!
Se eu segurar as palavras elas podem sair como um vômito! Ou pior como espada afiada!

Algumas pessoas colocam limites nas relações que criam [...]
"Limita-se as diversas possibilidades do viver!"

Mas quem decretou que se teria um limite a ultrapassar naquela manhã de segunda em que ficamos horas conversando na cama?
E onde está a lei que diz que há limites no gostar?
E que se pode medir o gostar em uma escala comparativa?
E faz sentido não ter afeto, ser frio e indiferente quando se gosta, ou é medo?
E se o encaixe der certo isso é motivo para temer?
Por que algumas pessoas não se permitem a simplesmente viver e pagar para ver? (no meu caso pago Heinekens)

A maioria das pessoas não gostam de serem questionadas [...] 
Mas penso que para cada ponto de interrogação deveria haver um ponto final e uma brecha para as reticências [...]
Reticências é um símbolo mágico, três pontinhos que como Mario Quintana disse: "São os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho."

Mas agora, não há perguntas, nem ponto final [...]

O moço da armadura de Pégasus me conquistou e fez valer cada segundo.
Assim como veio se foi!
Só restaram reticências [...]

São 21:35 ao som de Ana Cañas: "Procuro a solidão como ar procura chão..."
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P.S: Dúvida.

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