quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Naufrágio

Imagem da Rede
Hoje eu vi quão duro alguns sonhos nos custam. São verdadeiras apunhaladas sob o peito. Me tira o folego. Esvazia o pensamento. E numa onda de imagens que voltam como um último suspiro, me vejo em soluços, sem ar.
Como foi possível?? Eu me pergunto sem parar na mesma frequencia dos meus batimentos. Como pude deixar isso acontecer???
Enxugo as lágrimas que molham todo o rosto  e repito com as mãos sobre os olhos, como se estancasse o sofrimento, como eu fiz isso comigo?
Mergulho em cólera, como dói ver a felicidade do outro, como a inveja consome, como o ciúme maltrata. Me despedaço.
Tranquilizo, leio as letras que aqui escrevo secando as ultimas gotas que escorrem.
Um sorriso bobo enquanto busco encontrar o ar.
Este sonho nunca foi meu, mas o amor será por todo o sempre.
Caem lágrimas mais sinceras de um amor nunca correspondido, nunca divulgado, minhas lágrimas são do desabafo do impossível.
Restaram lembranças, algumas fotos, meu vício.
A cada gole de vinho sentirei o doce da paixão e o amargo da dor de não te ter em um tempo que não pertence mais a mim.
E este será o fim de algo que nunca teve a oportunidade de sair do esboço, dos belos traços que sua mão desenhava ao me tocar.
No fim, tenho somente a dor do que poderia ter sido se eu simplesmente tivesse me permitido a viver! A navegar com você no oceano da vida, sem ter medo do que poderiamos nos tornar quando a tempestade viesse.
E em segundos me vem o alívio. Respiro com todo o ar dos meus pulmões. Sinto que meus pés nunca sairam de terra firme.
Enfim, sobrevivo após passar por todo esse breve naufrágio.

Boa noite!
P.S: inveja!


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